Para / To:

Livros Electrónicos (colecção e-books)

Navegando pela Estética Literária de Árvore & Tambor: proposta para uma leitura do texto poético 

Pacheco, Patrice Mendes. 2008. Navegando pela Estética Literária de Árvore & Tambor: proposta para uma leitura do texto poético. 1ª ed. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto.

Da Introdução

(...) O nosso ponto de partida assentou no facto de Cabo Verde exercer um fascínio especial sobre nós, pois partilhamos hábitos e costumes, embora saibamos que, no arquipélago, eles assumem uma dimensão muito mais genuína e, antropologicamente, mais rica. Pois bem, tendo em conta o chamamento da cultura cabo-verdiana, pensamos realizar um mergulho pelas coordenadas sócio-culturais e literárias de Cabo Verde e, nesse caminho, encontramos Corsino Fortes e a sua obra.
Assim, constataremos que “se o Decameron, Os Lusíadas, o Dom Quixote ou o Hamlet são grandes obras literárias, é também (embora, como é obvio, não só) porque os textos que incorporam tiveram uma excepcional capacidade de plasmar artisticamente e de prolongar no tempo os contextos histórico-culturais em que se inseriram e, com eles, os seus mais significativos componentes (ideias, temas, mitos, valores, etc.)” também Árvore & Tambor resulta dos contextos que a circundam. Daí que o presente trabalho tenha início, precisamente, com a exploração dos aspectos históricos, culturais e sociais, nos quais se inserem os textos de Árvore & Tambor, que consideramos uma obra literária, representativa e tradutora de todos os aspectos da cultura cabo-verdiana.

 
 

Visões de Império nas Vésperas do “Ultimato”. Um Estudo de Caso sobre o Imperialismo Português (1889) 

REIS, Luís Filipe Carmo. 2008. Visões de Império nas Vésperas do “Ultimato”. Um Estudo de Caso sobre o Imperialismo Português (1889). Edited by L. Electrónicos. Porto: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto.

Da Introdução

Em Portugal, entre os leigos em matéria histórica, é corrente considerar o imperialismo português do século XIX, em África, como meramente defensivo, como uma resposta a agressões internas dos autóctones (vistos como “rebeldes”) e ambições externas de outras potências europeias, ávidas de obterem territórios que, por direito histórico, pertenciam legitimamente aos Portugueses. Argumenta-se ainda que, de todos os impérios coloniais europeus no continente africano, o português era o menos racista, devido aos alegados “brandos costumes” e à prática da mestiçagem.
O presente trabalho pretende abalar decisivamente ambos esses pontos de vista, e mostrar, a partir de um estudo de caso (a invasão portuguesa da Macolololândia, em 1889, evento esse que suscitou o “ultima to” inglês de 1890), que Portugal se revelava tão agressivo e racista como qualquer outra potência europeia envolvida no “novo imperialismo” de finais do século XIX, traduzido na “corrida a África”.(1) De facto, os imperialistas portugueses em nada se distinguiam dos seus congéneres europeus, quer em motivações quer em “instrumentos de império” (isto é, no tipo de tecnologia utilizada pelos expedicionários), como demonstraremos no decurso do nosso estudo de caso. Se o “nível de desenvolvimento” da economia portuguesa (isto é, o “atraso” económico em relação à Europa) implicava ou não uma diferença de mentalidade relativamente aos empreendimentos imperialistas, eis o que será, também, objecto da nossa investigação.

 
 

19... Anterior 1 2 3 [4] 5 6 7 8 9 10 Seguinte 



 Utilizador / User
 
 Palavra-Chave / Password
   


 Procurar / Search