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Revista Africana Studia |
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Africana Studia nº 1  |
Editorial Ligada ao trabalho de investigação e estudo do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, esta Revista nasce não para crescer corno comunicação de uma instituição, mas antes para se propor corno espaço de debate e crítica sobre a investigação de temas e problemas africanos. Será dada especial atenção à análise de problemáticas sobre o desenvolvimento global e temas sociais, discutidos nas suas sincronias e diacronias, com as suas modalidades de organização social e expressão cultural. Trata-se, por isso, também de uma revista de Ciências Sociais, da História à Economia, da Antropologia à Linguística, revisitando todos os domínios em que se pensam e investigam as sociedades africanas. Privilegiam-se, naturalmente, as sociedades de hoje, sem esquecer a sua construção histórica, principalmente moderna e contemporânea. Aqui se espera acolher investigações e estudos qualificados, renovadores, também polémicos nos seus objectos, nas suas metodologias, nos seus paradigmas e nas suas interpretações. Esperam-se colaborações variadas, saudavelmente plurais, principalmente multidisciplinares. Aguardam-se, ainda, outras perspectivas interdisciplinares, convocando especialistas e experiências diversas que, nem sempre habituados a discutir e associar esforços e resultados, se possam aqui cruzar em torno desses temas e problemas comuns, analisados pelos diferentes campos das Ciências Sociais. Investigações jovens, escoradas em trabalhos qualificados e inovadores, encontrarão nesta Revista o espaço crítico que devem procurar. Não posso deixar de agradecer aos distintos membros da comunidade científica nacional e internacional a disponibilidade para integrarem o Conselho Científico da Revista. Um agradecimento especial aos Colegas do Conselho de Redacção e a todos os colaboradores que, com a sua experiência, o seu saber e dedicação, enriqueceram este primeiro número. A edição da Revista, que se pretende semestral, e de ampla divulgação, deve-se à Fundação Eng° António de Almeida, que garantirá a sua regularidade, a qualidade de apresentação e a sua distribuição. O nosso testemunho de apreço e de agradecimento ao Dr. Fernando Aguiar-Branco, Presidente da Fundação, pelo seu apoio clarividente e pela sua sensibilidade aos problemas e aos estudos africanos. |
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Africana Studia nº 2  |
Editorial Aqui se oferece o segundo número da Africana Studia, encerrando o ano de 1999. Visitando os artigos deste número, destaquem-se algumas temáticas dominantes: o problema do nacionalismo, da etnicidade e das identidades nacionais pode percorrer-se através dos trabalhos de António Custódio Gonçalves discutindo o problema da emergência do nacionalismo angolano, actualiza-se na investigação de Elizabeth Maino acerca da «gestão» da identidade santomense e discute-se criticamente na investigação de Michel Cahen sobre o massacre de Mueda e a etnicidade maconde. Acolhem-se nestes artigos algumas das problemáticas que o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto tem procurado continuadamente aprofundar acerca das identidades, poderes e etnicidades na Africa Subsariana. Poderes que se questionam e investigam no artigo de Christine Messiant convocando o caso de Angola, paradigma ambivalente e dramático para o estudo das chamadas «transições democráticas» africanas. O trabalho de abertura de János Riesz, percorrendo a representação do retrato de escritores africanos, serve para distinguir que a cultura africana, se deve investigar na qualificação de uma produção multifacetada, comprovada também no estudo panorâmico que Cláudia Correia dedica, minuciosamente, ao cemitério israelita da ilha da Boa vista. Andamento importante neste número é também o da homenagem a Marie-Louise Bastin, recolhendo e divulgando os textos que acompanharam o seu Doutoramento Honoris Causa pela Universidade do Porto, a partir de uma iniciativa que juntou, interdisciplinarmente, o Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e o Centro de Estudos Africanos. A secção de Documentos apresenta alguns interessantíssimos aspectos etnográficos dos bosquímanos da Namíbia, fechando-se com o primeiro discurso parlamentar de Alexandre Herculano que, nos idos de 1840, estreou a sua voz parlamentar para discutir de forma vibrante a questão de Casamansa. Encerra-se também com este número a colaboração com a Fundação Eng°. António de Almeida quanto à edição desta Revista. Tempo, por isso, de vislumbrar novas colaborações e qualificar os artigos desta Revista Internacional de Estudos Africanos. Pensa-se em próximos números fixar temáticas próprias, melhorar as secções de Documentos e Recensões, tão fundamentais, afinal, para o desenvolvimento da informação que deve também circular e discutir-se entre os estudos africanos portugueses. Deste modo, o perfil quase eclético que se consagrou neste dois números iniciais da Africana Studia cederá, comprazidamente, de certo, a uma mais cuidada organização temática e científica. O que não impedirá que esta Revista privilegie acolher tanto os trabalhos de investigadores consagrados como os da jovem investigação científica, continuando a renovar as avenidas do desenvolvimento dos estudos africanos. |
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