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Revista Africana Studia

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Africana Studia nº 13, 2º semestre 2009

Índice:

  • Editorial (p.5-6)
  • Sociedades rurais africanas. A dinamica da "Tradição"
  • Sociedades Rurais nas ilhas - Canárias e Cabo Verde
  • Miguel Suárez Bosa; Alejandro González Morales - Farming structures, water and institutions in the Canary Islands (p.11-25)
  • Alejandro González Morales; Miguel Suárez Bosa - The explanatory theories of the Agrarian Structures of Canary Islands (p.27-37)
  • José Silva Évora - A Terra, a Água e o Poder na comunidade do Tarrafal de Monte Trigo, Porto Novo, Stº Antão (p.39-51)
  • Carlos Ferreira Couto - Inovação, tecnologia e gestão de recursos mínimos na sociedade rural de Santiago de Cabo Verde (p.53-77)
  • Sociedades rurais no continente - Camarões e Angola
  • Félix Watang Ziéba; Jean Gormo - Saturation foncière et mutations sociales dans les plaines de l’Extrême-Nord Cameroun (p.81-90)
  • Mark Bolak Funteh; Jean Gormo - Women, Conflict and Peace in the Grassfields of Cameroon (p.91-113)
  • Paulo de Carvalho - Imagens e locais sagrados em Luanda (p.115-123)
  • Entrevista
  • Fernando Pacheco. Entrevista conduzida por António Jacinto Rodrigues (p. 127-133)
  • Notas de Leitura
  • René Pélissier - Miracles sans gloire, miroirs avec mémoire… (p.137-148)
  • Michel Cahen - Les couleurs du racisme colonisateur (p.149-163)
  • Patrícia Matos - Resposta a Michel Cahen (p.165-168)
  • Augusto Nascimento - Aquino de Bragança, “um intelectual orgânico da independência” (p.169-173)
  • Ngade Ivo; Elong Eric Ebolo - The Anglophone Problem in Cameroon (p.175-177)
  • Ngade Ivo; Elong Eric Ebolo - Entertaining Repression: Music and Politics in Post-Colonial Cameroon (p.179-181)
  • Resumos (p.183-191)
  • Legenda das ilustrações (p.193)
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Editorial

O debate sobre a evolução do “campo” no mundo moderno começou há mais de três séculos. Da fisiocracia aos recentes pareceres do Banco Mundial, reabilitando a pastorícia em África, o espectro dos juízos de valor sobre o papel das sociedades tradicionais - agentes ou travões da acumulação de capital - percorreu todas das tonalidades.
Mas terão sido alguma vez as sociedades rurais verdadeiras sociedades tradicionais, tal como tantos historiadores e etnólogos frequentemente modelizaram? E existirão verdadeiramente sociedades rurais no mundo moderno, a ponto de justifi car um outro tipo de modelos, os da “dualidade”?
A trajectória destas evoluções parece ainda mais confusa em regiões tocadas perversamente pela “modernidade”, como é o caso dos antigos territórios coloniais e periféricos. Em África e, em menor escala, na Ásia tropical os poderes coloniais introduziram frequentemente tecnologias, normas de propriedade e de organização fundiária que alteraram, sem o destruir totalmente, o anterior tecido rural. Ao contrário do que aconteceu maioritariamente na Europa e nas Américas, a integração no mercado mundial não fez tábua rasa das antigas classes agrárias. As noções de “reforma agrária” ou “revolução verde”, tão popularizadas nas descrições de históricas doutros continentes, ganham aqui evidentemente um outro conteúdo.
Os materiais aqui publicados foram inicialmente discutidos sob a forma de comunicações apresentadas num colóquio do CEAUP em Santo Antão, no qual estiveram presentes sobretudo especialistas da Macaronésia, dos Camarões e de Angola. Compreende-se que os resultados apresentados aqui visem sobretudo a perspectiva comparada e duma forma limitada: apenas dois casos insulares (Canárias e Cabo Verde) e dois casos continentais (Camarões e acessoriamente Angola).
Se a diversidade geográfica foi reduzida, em contrapartida as contribuições vieram de diferentes ciências sociais: geografia, história, ecologia e sociologia. Como complemento, publicamos uma entrevista com o coordenador da primeira ONG ambientalista angolana, a ADRA.
Esperamos que deste conjunto se possa perspectivar o que a “bolha” bolsista das matérias-primas do verão de 2008 teve pelo menos o mérito de tornar claro: que o futuro próximo da Terra passa, cada vez mais, pela terra.

 

 

Revista Internacional de Estudos Africanos/ International Journal of African Studies:

Ficha Técnica:

Entidade proprietária: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto
FLUP - Via Panorâmica s/n - 4150-564 Porto

Director: Maciel Morais Santos (maciel999@yahoo.com)

Sede da Redacção: FLUP - Via Panorâmica s/n - 4150-564 Porto
N° de registo: 124732
Depósito legal: 138153/99

ISSN: 0874-2375
Tiragem: 500 exemplares
Periodicidade: Semestral
N° de contribuinte da entidade proprietária: 504045466

Tipografia: Papelmunde

Edição: Miguel Silva - Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto

Revisão de textos: Amelia Queirós; Rosário Martins e Rosário Melo.

Revisão Gráfica: Henriqueta Antunes.

Conselho Científico/Advisory Board:
Alexander Keese (U. Berna/CEAUP), Ana Maria Brito (FLUP), Augusto Nascimento (IICT), Carlos Couto (CEAUP), Collete Dubois (U. Aix-en-Provence), Elikia M’Bokolo (EHESSS – Paris), Eduardo Costa Dias (CEA-ISCTE), Eduardo Medeiros (U. Évora), Isabel Leiria (FLUL), Isabel Galhano Rodrigues (FLUP), Joana Pereira Leite (CESA-ISEG), João Garcia (FLUP), João Pedro Marques (IICT), José Carlos Venâncio (U. Beira Interior), Malyn Newitt (King’s College), Manuel Rodrigues de Areia (U. Coimbra), Michel Cahen (IEP – U. Bordéus IV), Paul Nugent (CEA- Edimburgo), Patrick Chabal (King’s College), Maria Rosa Sil Monteiro (U. Minho) , Philip Havik (IICT), Suzanne Daveau (U. Lisboa), Wilson Abreu (U. Porto).

Conselho Editorial/Editorial Board: Alexander Keese, Elvira Mea, José Capela, Maciel Morais Santos, Nuno Costa.

Secretariado: Raquel Cunha

Advertência:
Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta publicação (na versão em papel ou electrónica) sem autorização prévia por escrito do CEAUP.

Africana Studia é uma revista publicada com arbitragem científica.
Africana Studia é uma revista da rede África-Europe Group for Interdidisciplinary Studies (AEGIS).

Capa: Serviçais na rega da horta, 1910, Porto Amélia, Moçambique. Colecção Angela Camila e António Faria.

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