Já o afirmei muitas vezes informalmente, mas aqui fica escrito: nem sempre leva de vencida, mas Patrice Trovoada tem jeito e artes de ver mais a dormir do que os outros políticos juntos de olhos abertos (esta propositada coloquialidade visa enfatizar as limitações das análises que se querem canónicas, mas que amiúde se revelam distraídas porque embaladas pela crença na bondade de propósitos dos homens e escoradas em lucubrações teóricas, criativas mas sem adesão à realidade, quando, afinal, a esta decisivamente subjaz o desespero pelo pão para a boca). Que Patrice Trovoada faria tudo para voltar, era mais do que evidente… desde o preciso momento em que abandonou o arquipélago na sequência das eleições de 2018!2 E, dada a probabilidade de uma vitória por interposta pessoa – Carlos Vila Nova – nestas presidenciais, Patrice Trovoada não parece estar muito longe de conseguir esse desiderato…

Western Sahara is located in the great Sahara Desert, a vast arid region in north Africa that stretches from the Atlantic Ocean to the Red Sea, between latitudes 18ᵒ and 30ᵒ N. Conditions of aridity extend even across the Middle East to deserts and steppes of Central Asia. The southern and northern margins of the desert receive more precipitation and their vegetation cover is denser. Along the Atlantic on the coasts of Morocco, Western Sahara and Mauritania air humidity and hidden precipitations in the form of fog or dew also allow for greater vegetation cover with high levels of endemism. The surface of the Western Sahara Desert presents areas covered by dunes, rocky hamada plateaus, wavy stony reg surfaces associated with inselbergs.

A mais recente obra de Manuel Rui, publicada em Novembro de 2021 pela editora, Guerra e Paz, Lisboa perfaz uma escrita de plenitude, patenteada de modo cabal na sequência última do respetivo epílogo: “Não saio mais deste lugar”. Lugar pulsante e consciente, acesso- interiorização de uma identidade poética na inteireza de um percurso vivencial onde, à semelhança de outras obras do mesmo autor, a cosmovisão ancestral africana de teor cosmogónico emerge redimensionada, através de um encaminhamento existencial, feito conhecimento.

Com Diário do Medo, publicado em Novembro de 2021 simultaneamente em Pontevedra e Curitiba pela editora Uratau, mas distribuído nessa ocasião em Portugal onde foi apresentado por Rui Zink, João Melo retoma o revisto poético com que iniciou a sua considerável produção literária, da qual constam ainda contos e crónicas, e jornalística. Registo suspenso na circulação editorial deste autor desde 2007, a presente obra constituída de 71 poemas breves, acrescidos da tradução do texto em memória de Luis Sepulveda da autoria da viúva do mesmo, combina na sua estruturação, segundo a nota paratextual introdutória do próprio João Melo, textos (os 7 primeiros) destinados a um livro parcialmente escrito em meados dos anos 10 do nosso século, porém perdido como totalidade, com os restantes produzidos durante 2020 em plena pandemia.

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