O primeiro objetivo deste número é contribuir para trazer alguma visibilidade e, esperamos, compreensão, ao impasse que à escala mundial pesa sobre o mais antigo conflito colonial em África.
As políticas de impasse num conflito com mais de quarenta anos não implicam apenas um arrastamento de reuniões e resoluções nos edifícios com ar condicionado das Nações Unidas. Impactam igualmente uma população – a saharaui – que vive divida por um muro militar de 2 720 km: nos campos de refugiados no sul da Argélia, nos territórios libertados sob controlo da RASD (República Árabe Saharaui Democrática), na chamada “prisão a céu aberto” sob ocupação marroquina, na diáspora em busca de trabalho e/ou em fuga.

Este volume da Africana Studia, subordinado ao tema Modernidade e repressão em Angola, incide na história de Angola, um Estado erigido num território desenhado a partir dos devaneios colonialistas, dos conflitos e, bem assim, das concertações diplomáticas na Europa entre finais de oitocentos e inícios de novecentos. A heterogeneidade existente e recriada pelas dinâmicas colonialistas fica indiciada por este conjunto de artigos sobre a Angola da era colonial e do pós-independência.

The end of the cold war during the second half of 1989 also culminated in the Bretton Woods institutions joining the surviving superpower, the United States, in galvanising changes in the world order and for Sub-Saharan Africa. Multiparty, democratic elections were part of the constraints for accessing international finance. This left part of the North Africa and Middle East regimes to continue because of its special oil relationship with the West. In implementing competitive leadership change to replace the post-colonial One-Party-State system, a new process of national consultative conventions in former Francophone, Anglophone and Lusophone countries started putting together new draft constitutions, establishing function parliaments whilst reforming the public service to now include Election Management Bodies (EMB) as well as parliamentary mandated Election Commissions (ECs) established through the new Electoral Acts. This structure was and continues to be responsible for managing the six key dimensions of an election: delimitation, voter and candidate registration, campaigning, polling, collating and the announcement of results. The actual start for the continent to implement the new democratic norms was Benin 1991.

Évoquer les questions environnementales en Afrique est indissociable de la notion de crises, de dégradation, que ce soit des ressources ou des paysages qui leurs sont associés. Dans les discours, comme dans les représentations, ces processus de dégradation seraient principalement causés par les sociétés africaines dont les modes de gestion et de valorisation des ressources sont souvent remises en cause et qualifiées de sous-développés, voir «arriérés».

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