Publicação de artigo na revista portuguesa Al Madan, para divulgar a Missão Arqueológica no Chade. Trata-se de uma breve notícia com a descrição do projeto e das suas principais atividades.
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Já se encontra disponível o nº 35 da Revista Africana Studia - África - Mitos de Origem
Índice
Editorial
Les mythes des origines, points de rencontre entre philosophies européenne et africaine
Le présent numéro entre dans le cadre d’un projet de recherches portant sur les rapports entre ethnologie et préhistoire depuis la fin du XIXe siècle jusqu’à nos jours. La question de l’origine dans la relation entre Europe et Afrique s’est imposée comme problématique aux concepteurs du présent ouvrage, qui résulte d’une collaboration entre le Centre d’études africaines de l’université de Porto, l’Institut Frobenius de Francfort et l’université de La Sorbonne Nouvelle. Elle a donné lieu à une manifestation financée par le projet ANR-DFG Anthropos qui s’est tenue à l’université de Porto les 27 et 28 octobre 2020.
Il s’agit de savoir comment la question des mythes des origines a été restituée et mise en résonance dans les sociétés européennes et dans les sociétés africaines concomitamment à leur rencontre, avec les sociétés africaines, et ce depuis l’étude de la préhistoire jusqu’à celle de la confrontation des théories scientifiques des penseurs des deux continents. Dans ce dossier, ces questions sont analysées de manière transversale par rapport à l’Afrique dans onze textes qui tentent chacun à leur manière de faire un point sur la problématique évoquée.
Dans la première partie intitulée Archétypes culturels – perspectives comparatives, Jean-Michel Geneste expose un ensemble de réflexions sur un monde mythique insoupçonné en s’appuyant sur la place du sujet, de la technique et des rythmes dans l’élaboration et la transmission des récits et des mythes depuis les débuts de l’aventure.
Philippe Grosos quant à lui s’essaye à penser au plan philosophique la mythologie comme forme narrative archaïque en partant d’une étude comparée de l’art paléolithique francocantabrique
et de l’art néolithique africain, mettant en exergue en s’appuyant sur la comparaison deux manières d’être-au-monde. Michel Raimbault s’attache en archéologue à partir de ses expériences de terrain à décrire au coeur du Sahara au pays Dogon les particularités de la poterie et sa place éminente dans certains rituels et mythes africains, tandis que Luís Lóia résume à partir de différents archétypes mythologiques universels les répercussions dans les cultures d’Afrique et d’Afrique subsaharienne. Pour finir, Philippe Charlier, dans une approche généalogique du vaudou, essaye de lier mythes et cosmogonies en montrant les détours qu’ils ont pris en se mêlant intimement à Haïti pour revenir en Afrique et s’ancrer également dans le monde grec antique.
Dans une deuxième partie centrée sur les Projections contemporaines des mythes, Jean-Louis Georget et Richard Kuba signifient la manière dont l’Égypte qui était devenue objet de l’appropriation de l’histoire européenne est retournée à l’Afrique à travers la construction d’une histoire autochtone du continent. Puis Renato Epifânio s’inspire de l’expérience d’Agostinho da Silva pour mieux souligner son rôle primordial dans la redécouverte des racines africaines du Brésil. Francisco Topa expose pour sa part quelques conceptions des différentes visions qui prévalent à l’interprétation de la couleur de la peau noire en se référant au livre As mãos dos pretos de Luís Bernardo Honwana. Quant à Egidia Souto et Celeste Natário, elles prennent pour focus l’imaginaire issu des mythes des
origines et les modalités selon lesquelles Mia Couto étaye ses hypothèses philosophiques universelles pour saisir l’Afrique. Suit l’entretien avec André Delpuech, directeur du musée et l’Homme et préhistorien, qui décrit la manière dont la question de la mythologie s’inscrit dans l’évolution du paysage muséal et s’actualise en se réécrivant dans la contemporanéité du monde.
Ces dix contributions significatives sont autant d’apports pour enrichir et ouvrir la réflexion sur la manière dont ethnologues, philosophes et préhistoriens communiquent entre eux pour aboutir à une approche croisée sur la question des origines en Europe et en Afrique, qui renvoie à une civilisation universelle.
Jean-Louis Georget*
Richard Kuba**
Egídia Souto***
* Université de la Sorbonne Nouvelle (CEREG- ED 625) et EHESS (Centre Georg Simmel-UMR 8131 CNRS-EHESS), Institut Frobenius (Université Goethe de Francfort-sur-le-Main).
** Institut Frobenius (Université Goethe de Francfort-sur-le-Main).
*** Université de la Sorbonne Nouvelle (CREPAL), (CEAUP), Instituto de Filosofia, (Université de Porto) et Institut Frobenius (Université Goethe de Francfort-sur-le-Main).
AFRICANA STUDIA
Revista Internacional de Estudos Africanos/ International Journal of African Studies
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N.º de registo: 124732
Depósito legal: 138153/99
ISSN: 0874-2375
DOI: https://doi.org/10.21747/0874-2375/afr
DOI Africana Studia n.º 35: https://doi.org/10.21747/0874-2375/afr35
Editor/Entidade proprietária: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto
FLUP – Via Panorâmica s/n – 4150-564 Porto
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NIF da entidade proprietária: 504045466
Diretor: Maciel Morais Santos (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)
Secretariado: Carla Delgado
Revisão gráfica e de textos: Henriqueta Antunes
Sede da Redação: FLUP – Via Panorâmica s/n – 4150-564 Porto
Tiragem: 200 exemplares
Periodicidade: semestral
Design capa: Sersilito
Execução gráfica: Sersilito-Empresa Gráfica, Lda. Tv. Sá e Melo 209, 4471-909 Maia.
Conselho científico/Advisory Board: Adriano Vasco Rodrigues (CEAUP), Alexander Keese (U. Genève/CEAUP), Ana Maria Brito (FLUP), Augusto Nascimento (FLUL), Collette Dubois (U. Aix-en-provence), Dmitri Bondarenko (Instituto de Estudos Africanos – Moscovo), Eduardo Costa Dias (CEA-ISCTE), Eduardo Medeiros (U. Évora), Emmanuel Tchoumtchoua (U. Douala), Fernando Afonso (Unilab/CEAUP), Jean Gormo (U. Maroua/CEAUP), Joana Pereira Leite (CESA-ISEG), João Garcia (FLUP), José Carlos Venâncio (U. Beira Interior), Malyn Newitt (King’s College), Manuel Rodrigues de Areia (U. Coimbra), Manzambi V. Fernandes (Faculdade de Letras e Ciências Sociais de Luanda/CEAUP), Martin Rupiya (UNISA-Pretória), Michel Cahen (IEP–U. Bordéus IV), Mohammed Nadir (CEAUP), Nizar Tadjiti (U. Tetouan/CEAUP), Paul Nugent (U. Edimburgo), Paulo de Carvalho (Faculdade de Letras e Ciências Sociais de Luanda), Philip Havik (IHMT) e Suzanne Daveau (U. Lisboa).
Conselho editorial/Editorial Board: Amina Aty, Anabela Gonzalez Reis, Carla Delgado, Celina Silva, Flora Oliveira, Francisco Topa, Jorge Ribeiro, Jorge Teixeira, Maciel Santos, Mourad Aty, Nur Rabah Latif, Rui da Silva e T. P. Wilkinson.
Venda online: http://www.africanos.eu/ceaup/loja.php
Advertência: Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta publicação (na versão em papel ou eletrónica) sem autorização prévia por escrito do CEAUP.
Africana Studia é uma revista publicada com arbitragem científica.
Africana Studia é uma revista da rede Africa-Europe Group for Interdidisciplinary Studies
(AEGIS).
Capa: «Main avec trois petites figures», Egypte, Gilf el-Kebir, Wadi Sura, 1933, Elisabeth Charlotte Pauli, aquarelle sur papier, 49,5 x 24,5 cm, FBA-B 02023, © Frobenius Institut.
No passado dia 13 de maio decorreu a 10º Conferência CEAUP 2021-2022: Canções Cokwe e Memórias do Trabalho Forçado nas Lundas, Angola.
Conferencista: Cristina Valentim
Para visualizar o cartaz clique aqui.
Para assirtir online: https://youtu.be/KmuaiZFPAmQ
18 de março de 2025, 12h00
FLUP, Anfiteatro 1
Conferencista: Mulai Emhamed Brahim (Rector de la Universidad de Tifariti)
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No passado dia 25 de março de 2022 decorreu a 8ª Conferência CEAUP: Educação de Emergência no Norte de Moçambique.
Conferencista: Joana Lopes Clemente (Helpo/CEI-ISCTE) e Antónia Barreto (ESECS-IPL/CEI-ISCTE)
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Para visualizar no youtube: https://www.youtube.com/watch?v=s1Dzz_2_Zd8&ab_channel=CEAUPCentrodeEstudosAfricanos
No passado dia 5 e 6 de maio decorreu na FLUP a conferência internacional - Partidos Políticos em África.
Organização:
CEAUP - Porto
Instituto de Estudos Africanos - Moscovo
Universidade África do Sul - Pretória
Para consultar o programa clique aqui.
Já se encontra disponível o nº 10 da coleção Estudos Africanos: Angola e Moçambique no crepúsculo do Império.
Fastos, fogos, fim
Guerras órfãs?
Para além de raros especialistas, alguns políticos e certos investidores, as guerras oloniais (conquistas e abandonos incluídos) não interessam senão às famílias cujos membros masculinos nelas participaram, de livre vontade ou obrigados. Geralmente, não são guerras patrióticas. As de Portugal não foram excepção a esta realidade. Para que fossem inscritas num contexto histórico nacional, seria necessário ensiná-las nas escolas.
Quando apareceu o texto original, em francês, que agora ponho parcialmente à disposição dos leitores lusófonos actuais, intitulava-se Le Naufrage des Caravelles (O Naufrágio das Caravelas). Era um título simbólico de que me orgulhava bastante, até o saudoso almirante Teixeira da Mota me ensinar que as caravelas jamais naufragavam. Insubmersível ou não, este naviozinho mereceu, para um público estrangeiro, 21 artigos meus de vulgarização jornalística e/ou tratados mais ou menos eruditos sobre a história (poucos), a sociedade, a economia, a situação militar e – imprudentemente – o futuro. Estas 21 peças vieram à luz entre 1967 e 1975, e a obra que as reunia, só em 1979. Ocupei o tempo, de 1965 a 1975, a preparar o primeiro doutoramento de Estado em Letras dedicado à conquista de Angola e à resistência das etnias locais, desde 1845 até 1961. Convém ter em conta a quantidade de pesquisas que um doutoramento de Estado na Sorbonne representava na época, sobre um assunto ignorado em França, para o que tive de comprar centenas de livros e revistas portugueses, do meu bolso, para me mpregnar apenas da conquista de Angola. Ao todo, este mergulho na História Colonial deu lugar à publicação de dois volumes não traduzidos (Les Guerres Grises, 630 págs., e La Colonie du Minotaure, 727 págs.), que todas as editoras parisienses consultadas recusaram: pouco público, muito caro! Donde a necessidade de o autor se transformar no seu próprio editor. Para um historiador pioneiro, era isso ou o silêncio de teses que ninguém leria, ou quase. Mas voltemos a 2020-2021, pois acabei por ser o único historiador estrangeiro vivo com 8 livros traduzidos em português, prova de que esse autor serve para preencher um vazio na galeria dos livros de referência na História Colonial Portuguesa. Representa isto vários milhares de páginas com existência comercial no país-alvo. Mesmo que os excertos dados a ler a seguir façam fraca figura ao lado dos pesos-pesados que já editei sobre os dois últimos séculos em Angola, Moçambique, Guiné e Timor, eles têm um lugar entre a exaltação do Século de Ouro por alguns professores e o silêncio de outros, nas escolas primárias actuais, embora Angola e Moçambique pertençam ao que designo por Renascença Imperial Portuguesa, que acabou em 1975-1976, talvez um pouco antes.
Na minha posição de observador de olhar frio (ou quase morno), não era vergonha transformar-me numa espécie de juiz dos «príncipes» que conquistaram, exploraram, governaram e mesmo – tardiamente – desenvolveram as duas pérolas do Império, pois, neste campo de estudo, quem quiser trabalhá-lo em profundidade deve renunciar a levar a sério os preconceitos dos colonos e dos colonizados. Favorecer exclusivamente os donos é esquecer as razões dos «escravos». E o contrário é igualmente verdadeiro.
A objectividade «científica» não existe nestes tribunais autoproclamados pela opinião internacional. Isso verifica-se amplamente nas argumentações dos advogados da geração que fez a guerra colonial de 1961 a 1975, de um lado e do outro, em Angola.
Cânticos pelas exéquias do Império
Durante décadas, a censura e a autocensura baniram os textos demasiado desviantes sobre a situação em África. Depois da implosão das Forças Armadas e da derrocada do Império, a chegada de centenas de milhares de retornados, amargurados e traídos, trouxe a publicação de testemunhos que deixaram pouca margem à narrativa dos supostos esplendores que conheceram antes do seu «retorno». Poucos valorizavam a explosão económica em Angola, em 1973.
Simultaneamente, ou quase, as querelas internas no seio dos oficiais de carreira alimentaram uma outra corrente que, também ela, negligenciou o desenvolvimento, contudo visível a olho nu, nas duas grandes colónias continentais, sendo a Guiné o calcanhar de Aquiles dos defensores do statu quo.
Apareceram, pouco depois, as produções literárias de antigos combatentes, nada propensos a interpretar as estatísticas, para eles indiferentes nos quartéis do mato. A conjugação destes factores e de bastantes outros fez com que os portugueses nunca tenham tido verdadeira consciência de que, na altura de abandonarem o Império, este dava a impressão de ter atingido um louvável ciclo, o máximo do seu valor económico, pelo menos em Angola. Desenvolvimento precário, abrigado atrás de um exército corroído no seu interior. Embora falhos de originalidade, vários dos meus capítulos poderão servir para conhecer melhor este aspecto cintilante de uma economia artificial engendrada por um regime autoritário, talvez totalitário.
As minhas impressões, recolhidas essencialmente no interior de Angola, são por vezes atenuadas face ao distanciamento entre o desenvolvimento do topo da sociedade colonial e a manifesta desigualdade na base, nas sociedades africanas. Teria podido manipular os textos apresentados. Preferi deixá-los intactos, incluindo as previsões temerárias e a superficialidade de alguns desenvolvimentos. Convém também lembrar que o público ao qual estavam inicialmente destinados ignorava certos temas e, para começar, o Estado português estava exausto, suportando uma tripla guerra colonial,
quente (Guiné), morna (Moçambique) e momentaneamente arrefecida (Angola). Pior do que isso, não era uma guerra popular entre os soldados mobilizados e alguns dos seus oficiais. Poucos mortos, mas um cansaço geral. Viu-se ao que ela conduziu.
René Pélissier
30 de Setembro de 2021
No passado dia 22 de março de 2022 decorreu a 9ª Conferência CEAUP: Cinema Vernacular Guineense: da banalidade do quotidiano à violência trivial
Catarina Laranjeiro (Investigadora Instituto de História Contemporânea (IHC) da Universidade NOVA de Lisboa)
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No passado dia 25 de fevereiro de 2022 decorreu a 7ª Conferência CEAUP: PAIGC - A Face do Monopartidarismo na Guiné-Bissau (1974 a 1990).
Conferencista: Rui Jorge Semedo (INEP-Guiné-Bissau / CEAUP)
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Já se encontra disponivel do canal de youtube:
Unidade I&D integrada no projeto com referência UIDB/00495/2020 (DOI 10.54499/UIDB/00495/2020) e UIDP/00495/2020.

Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto
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