Highlights

Ligada ao trabalho de investigação e estudo do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, esta Revista nasce não para crescer corno comunicação de uma instituição, mas antes para se propor corno espaço de debate e crítica sobre a investigação de temas e problemas africanos.

Aqui se oferece o segundo número da Africana Studia, encerrando o ano de 1999. Visitando os artigos deste número, destaquem-se algumas temáticas dominantes: o problema do nacionalismo, da etnicidade e das identidades nacionais pode percorrer-se através dos trabalhos de António Custódio Gonçalves discutindo o problema da emergência do nacionalismo angolano, actualiza-se na investigação de Elizabeth Maino acerca da «gestão» da identidade santomense e discute-se criticamente na investigação de Michel Cahen sobre o massacre de Mueda e a etnicidade maconde.

«À terceira é de vez». Talvez não fosse suficientemente conhecido que este aforismo popular, celebrando a persistência e a tenacidade na acção social individual e colectiva, se aplicava também ao trabalho cada vez mais difícil de editar com continuidade uma revista científica. 

Africana Studia continua a ser uma revista científica portuguesa de referência exclusivamente dedicada aos Estudos Africanos. Iniciada em 1999, perfaz, com a presente edição, o quarto número, que surge referenciado ao ano de 2001.

Tendo a escravidão e o seu tráfico constituído parte substancial da colonização moderna em África, o seu estudo não pode deixar de exigir a todos quantos se debruçam sobre a história do continente uma atenção constantemente renovada.

O presente volume da Revista Internacional de Estudos Africanos, Africana Studia, é predominantemente dominado por artigos referentes à construção de configurações identitárias em espaços e tempos diferentes da África Subsariana.

Pretendendo acompanhar e, de alguma maneira, estimular o que se afigura constituir uma crescente curiosidade historiográfica pelas formas de escravatura e de prestação de trabalho da mão-de-obra africana, o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto reuniu em colóquio investigadores que apresentaram os trabalhos ora publicados.

O n° 8 da Africana Studia apresenta pela primeira vez num volume três conjuntos temáticos: estudos sobre os países lusófonos africanos entre 1975-2005, sobre as sociedades islâmicas africanas e sobre a escravatura africana.

A história da cartografia portuguesa tem cultivado com particular atenção a época dos descobrimentos e da expansão. No entanto, pouco se sabe sobre os mapas elaborados pelos cartógrafos portugueses nos séculos XIX e XX, quando são notáveis a quantidade e a qualidade das cartas que representam as mais variadas áreas do globo com particular incidência nas colónias portuguesas de África.

De um lado temos os ricos, do outro os pobres. «Sempre foi assim, é a história da humanidade», dirão alguns. Talvez, mas é assim quando a Declaração Universal dos Direitos do Homem exige a dignidade de homem, e de cidadão, para todos; quando há mais de meio século se declarou solenemente o combate ao «atraso», à «pobreza», ao «subdesenvolvimento» e se montou uma poderosa indústria da cooperação que engloba toda a panóplia de boas intenções, de declarações e apoios, sábios e políticos, conferências e missões.

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