O volume 11 da revista Africana Studia tem como tema de dossier Comunicação: línguas, rituais e mass-media em África. É um tema interdisciplinar que abrange várias áreas de investigação, como a Antropologia Social e a Linguística Descritiva, as Ciências da Comunicação, a Linguística, (onde, no caso de África, a Crioulística é uma área indispensável), a área interdisciplinar da Análise (multimodal) da Conversação e também a História, explorando aspectos sócio-políticos da comunicação sob o ponto de vista diacrónico.

De um lado temos os ricos, do outro os pobres. «Sempre foi assim, é a história da humanidade», dirão alguns. Talvez, mas é assim quando a Declaração Universal dos Direitos do Homem exige a dignidade de homem, e de cidadão, para todos; quando há mais de meio século se declarou solenemente o combate ao «atraso», à «pobreza», ao «subdesenvolvimento» e se montou uma poderosa indústria da cooperação que engloba toda a panóplia de boas intenções, de declarações e apoios, sábios e políticos, conferências e missões.

A história da cartografia portuguesa tem cultivado com particular atenção a época dos descobrimentos e da expansão. No entanto, pouco se sabe sobre os mapas elaborados pelos cartógrafos portugueses nos séculos XIX e XX, quando são notáveis a quantidade e a qualidade das cartas que representam as mais variadas áreas do globo com particular incidência nas colónias portuguesas de África.

O n° 8 da Africana Studia apresenta pela primeira vez num volume três conjuntos temáticos: estudos sobre os países lusófonos africanos entre 1975-2005, sobre as sociedades islâmicas africanas e sobre a escravatura africana.

Pretendendo acompanhar e, de alguma maneira, estimular o que se afigura constituir uma crescente curiosidade historiográfica pelas formas de escravatura e de prestação de trabalho da mão-de-obra africana, o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto reuniu em colóquio investigadores que apresentaram os trabalhos ora publicados.

O presente volume da Revista Internacional de Estudos Africanos, Africana Studia, é predominantemente dominado por artigos referentes à construção de configurações identitárias em espaços e tempos diferentes da África Subsariana.

Tendo a escravidão e o seu tráfico constituído parte substancial da colonização moderna em África, o seu estudo não pode deixar de exigir a todos quantos se debruçam sobre a história do continente uma atenção constantemente renovada.

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