Towars Self-sustainable Societies
Apllied Research projets coordinated by Jacinto Rodrigues
Livro Completo aqui

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Sindicalismo e Trabalho em África

Índice
Editorial (pág. 5)
Le mouvement syndical africain, histoire et défis d’avenir (nota introdutória) (pág. 7)
Sindicalismo e Trabalho em África - problemáticas gerais
Stefano Bellucci - African Trade Unions in Historical Perspective (pág. 13)
Sid Ahmed Soussi - Syndicalismes africains et rapport au politique: entre résistances locales et solidarités globales (pág. 33)
Gédéon N’goran Bangali - Du travail forcé au travail décent: une analyse de l’évolution des doctrines et formes de travail au XXème siècle en Afrique occidentale francophone (pág. 55)
Sindicalismo - África do Norte
Beddoubia Siham - Le syndicalisme autonome en Algérie dans un contexte de pluralité (1990-2015): des mots et des actes pour se mobiliser (pág. 73)
Kaddour Chouicha - Le syndicalisme en Algérie. De l’organisation de masse du parti unique à l’autonomie Syndicale. (pág. 87)
Sindicalismo - África Ocidental
Adama Kamara - Le syndicalisme en Afrique de l’ouest, de la période coloniale à celle des indépendances: une tentative constante de contrôle du mouvement syndical (pág. 97)
Mark McQuinn - Strengths and Weaknesses of African Trade Unions in the Neoliberal Period with a Sierra Leone Case Study (pág. 111)
Edwin Chukwumah Anisha - Non Standard, Precarious Employment and Constraints to Collective Action: Reinventing union power (pág. 131)
Rui da Silva, Rosa Silva e Miguel Filipe Silva - Sindicalismo, professores e Educação para Todos: reflexões sobre a Guiné- -Bissau e em Moçambique (pág. 143)
Lassey Agnélé - Les femmes et le syndicalisme au Togo de 1990 à 2006 (pág. 153)
Sindicalismo - África Central e Austral
Emmanuel Tchumtchoua - Cheminots, syndicalisme et nationalisme au Cameroun sous administration française (1946-1960): une histoire à écrire (pág. 169)
Baidou Appolinaire e Jean Gormo - Les syndicats professionnels à Ngaoundéré de 1948 à 2011 (pág. 189)
Nuno Simão Ferreira - Os fatores humanos da produtividade: Absentismo e a Instabilidade da mão-de-obra em Angola e Moçambique segundo o relatório preliminar apresentado por Portugal sobre o Projeto Conjunto n.º 5 da C.C.T.A. (pág. 203)
Maciel Santos - Trabalho e sindicatos em Angola (1950-1970) - o “impasse” na acumulação de capital (pág. 223)
Martin Raymond Willy Mbog Ibock - Les nouveaux visages du syndicalisme africain: méditations sur les transformations «des arts de faire» dans l’action syndicale au Cameroun (pág. 253)
Jacques Yomb - L’action syndicale dans un contexte de rareté de l’offre de l’emploi: le cas du Cameroun (pág. 271)
Augusto Nascimento - São Tomé e Príncipe: notas sobre sindicalismo, informalidade, desemprego e volatização da confiança política e social em terra de pobreza (pág. 285)
Entrevistas
Francis Salah (pág. 309)
Yamoussa Touré (pág. 317)
Notas de leitura
René Pélissier - Fantasmagories, mythologies, nostalgies (pág. 325)
Resumos (pág. 347)
Legendas das Ilustrações (pág. 367)
Editorial
Com a recessão mundial de 2008, o PIB dos estados africanos cresceu cada vez mais lentamente durante a última década. Os que responderam ao aumento da procura de bens primários - em 2015, cerca de 24 % dos investimentos externos em África ainda foram para o sector energético (carvão, petróleo e gás) - registaram aumentos nas importações de capital. Contudo, o continente continua muito longe dos grandes fluxos: em 2015, recebeu apenas 8 % do investimento direto mundial. Como seria de esperar, em muitos territórios, sobretudo da África setentrional, ocidental e central, a maior instabilidade política e o desemprego crescente levaram a sucessivas vagas migratórias com o impacto que se conhece, particularmente na região do Mediterrâneo.
São dezenas de milhões de homens, mulheres e crianças que são obrigados a sair dos seus países, como migrantes ou refugiados, fugindo da guerra e de perseguições, da fome e da pobreza, para concretizar o seu direito inalienável a uma vida digna. Só com a paz e o fim das agressões e ingerências se pode assegurar o desenvolvimento económico, social e humano dos países de origem, para que se criem condições para o seu regresso.
Um ponto comum a todos os países africanos é a relativa importância que os sindicatos aí continuam a ter, enquanto instituições da sociedade civil e em resultado do enfraquecimento das instituições estatais. Apesar de atuarem num leque muito diversificado de realidades, todas as centrais sindicais africanas (CSA) renovam os seus esforços para enquadrar as respetivas populações laborais, que agora se diferenciam cada vez mais das que formaram os primeiros sindicatos. Na medida em que o conseguem, as CSA contribuem para nivelar a distribuição de rendimento, para aumentar a proporção da economia formal no tecido social, para melhorar as qualificações profissionais e para promover o diálogo social.
Apesar do seu papel insubstituível enquanto instituições da sociedade civil, os sindicatos e as centrais africanas são poucas vezes considerados como parceiros pelos investidores externos e/ou pelas entidades (estatais ou não-governamentais) envolvidas na exportação de capital ou na cooperação. Parte desta anomalia explica-se pela fraca visibilidade das CSA e pela dificuldade que em muitos casos há para aceder aos seus dados e ao conhecimento das suas atividades. Por vezes, as simples informações institucionais de contacto estão desatualizadas, para não falar na falta de dados sobre o nível de sindicalização de cada país (ramos sindicalizados e respetiva taxa e outros), sobre a orgânica e fundos das organizações laborais, sobre os meios de comunicação e outras instituições a elas associadas, sobre os quadros legislativos do trabalho, sobre as práticas negociais em uso, etc.
Este desconhecimento não afeta apenas os estudiosos do trabalho ou os atores externos da cooperação. É reconhecido pelas próprias organizações sindicais africanas que as relações que mantêm entre si (ao nível regional e sobretudo continental) estão condicionadas pelo desconhecimento mútuo, o que prejudica a coordenação das suas ações de solidariedade. Agora que a intensificação dos fluxos de trabalhadores entre África e a União Europeia faz entrar pela janela o debate sobre o desenvolvimento que parecia ter saído pela porta grande das instituições europeias, academias incluídas, a importância das CSA não pode continuar subestimada. Nenhuma planificação de investimento, público e privado, pode ser feita sem a sua intervenção: urge portanto renovar, com o apoio que as instituições de pesquisa podem prestar, o estado dos conhecimentos sobre as realidades sindicais africanas à escala continental.
Para esse objetivo, uma colaboração entre o CEAUP, a CGTP-IN (Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses/Intersindical Nacional) e a OUSA (Organização de Unidade Sindical Africana) tornou possível a realização de um encontro inédito. A partir de meados do ano de 2016, mais de 107 CSAs foram convidadas a participar num colóquio internacional sobre Sindicalismo em África. Cerca de metade das que tiveram condições para responder aderiu à iniciativa de participar no encontro que, pela primeira vez a esta escala, juntou responsáveis sindicais e investigadores. Em fevereiro de 2017, a OIT (Organização Internacional do Trabalho) decidiu também apoiar a iniciativa, que teria lugar entre 29 e 31 de março desse ano na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Aí, das 59 intervenções efetuadas, 35 pertenceram a académicos e 24 a dirigentes sindicais africanos, tendo tido as comunicações tradução simultânea nas três línguas de trabalho: português, inglês e francês.
Os debates focaram-se nas problemáticas comuns mas também nas específicas das diferentes áreas regionais do sindicalismo africano. A mais consensual das conclusões do encontro foi a de priorizar a divulgação de dados sobre a atividade sindical à escala continental. Para além da publicação de estudos - na qual se insere a edição deste número especial da revista -, projetou-se a criação de uma plataforma digital de informações para uso das centrais, federações sindicais sectoriais, sindicatos e dos centros internacionais de investigação.
A presente edição da Africana Studia recolhe apenas uma fração dos trabalhos produzidos a partir do colóquio. Com ela se pretende dar um contributo para as tarefas urgentes de tornar o sindicalismo africano um objeto de estudo interdisciplinar e de permitir às CSA maiores ligações entre si.
Augusto Praça e Fernando Maurício*
Maciel Santos**
AFRICANA STUDIA
Revista Internacional de Estudos Africanos/International Journal of African Studies
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Nº de registo: 124732
Depósito legal: 138153/99
ISSN: 0874-2375
Editor/Entidade proprietária: Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto - FLUP, Via Panorâmica s/n 4150-564 Porto
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NIF da entidade proprietária: 504 045 466
Diretor: Maciel Morais Santos (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)
Secretariado: Carla Delgado
Revisão Gráfica e de textos: Henriqueta Antunes
Sede da Redação: FLUP, Via Panorâmica s/n - 4150-564 Porto
Tiragem: 200 exemplares
Periodicidade: semestral
Design e impressão: Uniarte Gráfica, SA - Rua Pinheiro de Campanhã, 342 - 4300-414 Porto
Conselho Científico/Advisory Board: Adriano Vasco Rodrigues (CEAUP); Alexander Keese (U. Genève/CEAUP); Ana Maria Brito (FLUP); Augusto Nascimento (FLUL); Collette Dubois (U. Aix-en-Provence); Dmitri Bondarenko (Instituto de Estudos Africanos - Moscovo); Eduardo Costa Dias (CEA-ISCTE); Eduardo Medeiros (U. Évora); Emmanuel Tchoumtchoua (U. Douala); Fernando Afonso (Unilab/CEAUP); Jean Gormo (U. Maroua/CEAUP); Joana Pereira Leite (CESA-ISEG); João Garcia (FLUP); José Carlos Venâncio (U. Beira Interior); Malyn Newitt (King’s College); Manuel Rodrigues de Areia (U. Coimbra); Manzambi V. Fernandes (Faculdade de Letras e Ciências Sociais de Luanda)/CEAUP); Martin Rupya (UNISA - Pretória); Michel Cahen (IEP-U. Bordéus IV); Mourad Aty (U. Guelma); Nizar Tadjiti (U. Tetouan/CEAUP); Paul Nugent (U. Edimburgo); Paulo de Carvalho (Faculdade de Letras e Ciências Sociais de Luanda); Philip Havik (IHMT); Suzanne Daveau (U. Lisboa); Roland Afungang (CEAUP).
Conselho editorial/Editorial Board: Amélia Queirós; Anabela Gonzalez Reis; Celina Silva; Flora Oliveira; Jorge Ribeiro; Maciel Santos; Mourad Aty; Radia Benani; Rui da Silva.
Venda online: http://www.africanos.eu/ceaup/loja.php
Advertência: Proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo desta publicação (na versão em papel ou eletrónica) sem autorização prévia por escrito do CEAUP.
Africana Studia é uma revista publicada com arbitragem científica.
Africana Studia é uma revista da rede Africa-Europe Group for Interdidisciplinary Studies (AEGIS).
Capa: Manifestação do 1.º de Maio. Maputo. Foto da Confederação Sindical CONSILMO.
No passado dia 30 de novembro, pelas 17h, nas instalações da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, decorreu a 4ª Conferência CEAUP do ano letivo 2018-19 - "Sofia Pomba Guerra: uma antifascista portuguesa na luta anti-colonial".
Os Conferencistas foram: Carlos Lopes Pereira e Luis Carvalho



No âmbito do projeto Sinergias ED decorreu, no dia 7 de fevereiro 2019, o II Encontro da Comunidade ED na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Esta Comunidade ED, que envolve atores das Instituições de Ensino Superior (IES) e das Organizações da Sociedade Civil (OSC), será fortalecida através da reflexão, capacitação e ação conjuntas que visam criar as condições necessárias para que se possa aprofundar e reforçar a comunidade colaborativa entre IES e OSC no âmbito da ED, já iniciada e consolidada nas duas edições anteriores do projeto Sinergias ED.
Este encontro contou com a presença de 26 participantes e a intervenção de 2 convidados – Elizabeth Challinor (Centro em Rede de Investigação em Antropologia – Universidade do Minho) e Óscar Jara (presidente do Conselho Executivo do CEEAL – Consejo de Educación Popular de America Latina y El Caribe e diretor do Centro de Estudios y Publicaciones Alforja, na Costa Rica) – que estimularam um debate e reflexão sobre a importância e produção de conhecimento.
Foi ainda oportunidade para reforçar o interconhecimento dos e das participantes, partilhar interesses e motivações assim como definir da estrutura operacional da Comunidade ED que já tem novo encontro agendado para abril 2019.


Nos dias 6 e 7 de Dezembro, o CEAUP organizou para quadros do sindicato nigeriano da Administração local (NULGE – National Union of Local Government Employees) quatro ações de formação sobre inovações administrativas e práticas sindicais.
As ações tiveram lugar na Câmara Municipal de Gaia, na União de Sindicatos do Porto, na Cooperativa UniNorte e na FLUP, com a colaboração do SPN.
Esta parceria foi desenvolvida no âmbito do projeto Sindicalismo e Trabalho em África.


No passado dia 23 de novembro, pelas 17h, nas instalações da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, decorreu a 3ª Conferência CEAUP do ano lectivo 2018-19 - "O Estado-nação em África e a Globalização".
O Conferencista foi: Issau Agostinho.




Hoje desafiamos a recordar como foi o II Encontro Internacional "Sinergias para a Transformação Social - colaboração e conhecimento" organizado pelo projeto #SinergiasED em 2018.
Vídeo de balanço do encontro: https://www.youtube.com/watch?time_continue=1&v=oXnVlGD8pV8
Os diversos materiais apresentados e produzidos ao longo do encontro podem ser consultados em: http://www.sinergiased.org/…/bibliot…/encontro-internacional.
No âmbito do início da terceira edição do projeto Sinergias ED - Consolidar o diálogo entre investigação e ação em Educação para o Desenvolvimento em Portugal (2018-2022) realizou-se no passado dia 4 de dezembro, em Lisboa, o primeiro encontro presencial desta nova edição.
Este encontro teve como propósito dar a conhecer a nova edição do projeto e a sua proposta de trabalho que é idealizada para consolidar a comunidade de atores em torno da ED – através da reflexão, capacitação e ação conjuntas – iniciada e fortalecida nas edições precedentes.
Com uma adesão positiva, esta iniciativa conjunta entre o Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto e a Fundação Gonçalo da Silveira e cofinanciada pelo Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, contou com a participação de 27 atores da área da Educação para o Desenvolvimento / Educação para a Cidadania Global de diversas Instituições Superiores de Educação e Organizações da Sociedade Civil portuguesas.
Ao longo do dia, abordamos os temas propostos através de metodologias colaborativas, ativas e participativas onde foi possível partilhar conhecimentos, sugestões, motivações, expectativas e receios para esta nova fase de trabalho colaborativo do projeto Sinergias ED.
Agradecendo a presença, participação e colaboração de todos e todas, esperamos no próximo encontro poder contar novamente com a positiva adesão e motivação.

No passado dia 25 de outubro, pelas 17h, nas instalações da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, decorreu a 2ª Conferência CEAUP do ano lectivo 2018-19 - "¿ Pueden Los Textos Hablar? La Construcción de Marruecos como Topos Literario".
A Conferencista foi: Yasmina Romero Morales.


Unidade I&D integrada no projeto com referência UIDB/00495/2020 (DOI 10.54499/UIDB/00495/2020) e UIDP/00495/2020.

Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto
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